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Revisão de 13h38min de 2 de dezembro de 2024 por Luke Nitole (discussão | contribs)

Dragão Infernal

"Se você ouvir o rugido de um Dragão Infernal, já é tarde demais. As chamas não têm piedade e nem os dragões que as dominam. Eles são a verdadeira tempestade de fogo, trazendo destruição para tudo ao seu redor."

– Crônicas de Runeterra

Os Dragões Infernais, talvez a imagem mais icônica da palavra "dragão", são criaturas majestosamente aterradoras que dominam o elemento do fogo. Esse tipo de dragão é o mais comum encontrado no Reino Material, e sua presença, frequentemente anunciada por um rugido ensurdecedor e o cheiro de enxofre, inspira tanto temor quanto reverência entre aqueles que os avistam.

Com corpos imensos e musculosos, cobertos por escamas de tons vermelhos e alaranjados, eles parecem moldados diretamente nas forjas do caos primordial. Suas escamas são tão resistentes quanto metal endurecido, protegendo-os de praticamente qualquer ataque físico ou mágico. Conforme se movem, o calor que emana de seu corpo é intenso o suficiente para queimar o solo abaixo de suas garras e fazer o ar ao redor deles ondular, como em um dia extremamente quente. Suas asas, geralmente de um vermelho translúcido, se assemelham a cortinas de fogo quando abertas, refletindo a luz do sol e espalhando faíscas a cada batida.

Esses dragões são as encarnações vivas do fogo destrutivo. Seu sopro flamejante é uma arma mortal, capaz de incinerar vastas áreas em questão de segundos. Diferentemente de outras criaturas mágicas, os Dragões Infernais não apenas cospem fogo; eles comandam as chamas como extensões de seus corpos, as rajadas de fogo que expelem podem variar desde um calor abrasador e sufocante até chamas tão intensas que transformam pedra em magma. Além disso, a superfície de seus corpos parece estar perpetuamente em brasa, e qualquer toque direto resulta em queimaduras graves para aqueles desavisados o suficiente para tentar enfrentá-los de perto.

Esses dragões são conhecidos por sua natureza territorial e temperamento agressivo. Os Dragões Infernais não toleram intrusos em suas terras, e qualquer sinal de ameaça geralmente é respondido com uma fúria implacável. Eles têm uma tendência a ocupar montanhas vulcânicas ou regiões rochosas, onde o calor do ambiente complementa sua própria fisiologia. No entanto, também há registros de Dragões Infernais habitando desertos e até florestas tropicais densas, adaptando-se de maneira única às condições de cada região.

Por serem a espécie mais comum de dragões no Reino Material, os Dragões Infernais têm uma longa história de interações com humanos e outras raças. Existem relatos de heróis que ousaram enfrentar essas feras em busca de glória ou riquezas, mas poucos retornaram vivos. A fama de um caçador de dragões frequentemente depende de encontros com esses monstros flamejantes, e sua vitória, caso sobreviva, se torna uma lenda que atravessa gerações.

Culturalmente, esses dragões são frequentemente associados à guerra, à destruição e ao renascimento. Algumas civilizações os veneram como divindades do fogo, acreditando que suas chamas purificadoras são uma dádiva para renovar o mundo. Outras culturas os veem como presságios de destruição iminente, monstros que devem ser evitados a todo custo.

Embora sejam considerados "comuns" entre os dragões, não se deve subestimar seu poder. Cada Dragão Infernal é uma força da natureza, capaz de transformar paisagens inteiras em cinzas e reduzir impérios a nada mais que poeira e histórias esquecidas.

Kadregrin, o Infernal

“Não é apenas fogo que ele traz... é destruição em estado puro. Kadregrin não queima — ele consome, e deixa nada além de cinzas e medo.”

— Jerik, Tenente da Dracoguarda

Kadregrin, o lendário Dragão da Montanha Vermelha, também conhecido como “o Infernal”, é um dos maiores terrores de Demacia. Com sua gigantesca silhueta iluminada pelas chamas que ardem de seu próprio corpo, ele representa a personificação da destruição, um flagelo que poucos têm coragem de enfrentar.

Seu corpo é uma fusão de pedra vulcânica e fogo vivo, coberto por uma carapaça enegrecida e dura como rocha. Mas são as rachaduras que percorrem sua pele que realmente hipnotizam e aterrorizam: através delas, o brilho incandescente de suas chamas internas escapa, iluminando-o como uma fornalha viva.

Esse dragão não possui uma crista comum; em vez disso, uma linha contínua de fogo se ergue de suas costas, parecendo dançar ao ritmo de sua respiração pesada. Suas asas, largas e poderosas, são reforçadas com uma membrana de aparência endurecida, como se fossem feitas de lava solidificada. Quando alçam voo, a força de suas batidas desloca o ar ao seu redor, levantando tempestades de cinzas e brasas.

Kadregrin é mais do que apenas uma fera destrutiva; ele é astuto e cruel. Diferente de muitos dragões que agem por instinto ou necessidade, Kadregrin é movido por uma combinação de ganância insaciável e um prazer quase sádico em espalhar a destruição. Ele não ataca apenas para caçar ou se proteger, mas para dominar.

Vilarejos inteiros já foram consumidos por suas chamas, enquanto ele observa impassível o terror que provoca. Seus alvos não são escolhidos ao acaso: Kadregrin parece compreender o impacto psicológico de seus ataques, mirando assentamentos e locais estratégicos, desestabilizando aqueles que se opõem à sua existência. Poucos ousaram enfrentá-lo e viver para contar a história.

Entre esses, destaca-se Shyvana, a Meio-Dragão de Demacia. A relação entre Kadregrin e Shyvana é marcada por um ciclo interminável de ódio e confronto. Shyvana vê em Kadregrin não apenas uma ameaça ao seu povo, mas também um reflexo distorcido do que ela mesma poderia se tornar. Para Kadregrin, Shyvana é uma adversária digna, alguém que desafiou seu poder repetidamente e sobreviveu. Seus confrontos são lendas em si mesmos.

Cada batalha entre os dois deixa cicatrizes tanto nos combatentes quanto na paisagem ao seu redor. Campos outrora férteis são transformados em desertos de cinzas, e florestas inteiras são reduzidas a esqueletos carbonizados. Kadregrin luta com brutalidade calculada, usando sua força física, respiração flamejante e inteligência afiada para dominar o campo de batalha. Mas mesmo quando Shyvana o fere gravemente, o dragão sempre encontra uma maneira de escapar, recuando apenas para se curar e planejar seu próximo ataque.