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Touro de Petricita

"Nada é mais forte que petricita."

– Arquiteto de Durand

Durante uma expedição pelas encostas rochosas de Demacia, deparei-me com o Touro de Petricita, uma criação imponente cuja estrutura robusta e musculosa imediatamente recordava a figura de um touro. Esculpido em petricita, sua superfície exibia veios e fissuras naturais, fruto do labor minucioso dos artesãos. O que mais chamava a atenção eram os chifres e as juntas, banhados a ouro, que reluziam intensamente sob o sol, destacando-se nitidamente contra o fundo esbranquiçado da pedra.

Ao me aproximar, observei que seus movimentos, embora lentos e calculados, demonstravam uma força descomunal. Cada passo era dado com firmeza, como se o touro ponderasse meticulosamente a força a ser empregada para superar os obstáculos naturais. Em um dado momento, a criatura ergueu a cabeça e fixou o olhar em uma imensa rocha que obstruía seu caminho. Sem hesitar, avançou em direção à barreira. Seus chifres dourados colidiram com a rocha com tanta potência que a pedra se despedaçou em inúmeros fragmentos, espalhando poeira e detritos pelo ar. O impacto reverberou pelo vale, evidenciando a capacidade do Touro de Petricita de destruir formações rochosas de grande porte com surpreendente facilidade.

Durante o breve encontro, pude notar que a criatura não demonstrava qualquer comportamento além do instinto de prosseguir. Ao atingir obstáculos, parava por instantes, avaliando a melhor forma de avançar, antes de retomar sua trajetória. Cada movimento era acompanhado por batidas firmes de suas patas sobre o solo, fazendo com que a terra tremer levemente a cada pisada. A combinação entre a dureza inerente da petricita e os detalhes em ouro não apenas reforçava as articulações, mas também proporcionava uma aparência singular, onde o brilho metálico ressaltava as linhas fortes e definidas do corpo esculpido.

Enquanto permanecia a uma distância segura, registrei minuciosamente cada detalhe desse encontro inusitado. O som grave dos impactos e o eco das colisões com a rocha criavam uma atmosfera quase mecânica, onde a eficiência do Touro de Petricita em romper barreiras físicas era inegável. Ele não demonstrava agressividade sem propósito; seus movimentos eram objetivos e funcionais, voltados unicamente para abrir caminho entre os obstáculos que encontrava.

Após alguns minutos, a criatura retomou seu curso pelas trilhas estreitas e desafiadoras dos desfiladeiros. Suas pegadas, marcadas por uma pressão impressionante, permaneciam como testemunho de sua passagem. O Touro de Petricita, com sua força extraordinária e design refinado, desapareceu entre as formações rochosas, deixando para trás apenas o rastro de fragmentos de pedra e um brilho residual proveniente dos detalhes dourados que adornavam seu corpo.